REVISÃO BASEADA NO LIVRO DA REDE SALESIANA
CAPÍTULO 6:
- Segundo a concepção medieval, a hierarquia presente no Universo estava espelhada na Terra; e as relações humanas também deveriam ser hierárquicas, de maneira a reproduzir entre os homens a ordem estabelecida no mundo.
- Portanto, a Igreja deveria respeitar sua hierarquia interna. A sociedade medieval estava organizada de maneira hierárquica. Haviam os que nasceram para orar para salvar almas, que era formado pelo clero. Os que nasceram para guerrear e defender o território, que era formado pela nobreza. E os que nasceram para trabalhar e sustentar todos, formado pela maior “camada social”, camponeses, artesãos, mercadores, e entre outros.)
- Durante a Idade Média, quando predominava o comércio local, realizado em pequena escala, a atividade do mercador/comerciante estava sujeita à chuvas, pestes, invernos... Além disso a produção “ditava” o ritmo e a escala do comércio. Mas com o renascimento com comércio,no século XI, passou a ocorrer um crescente circulação de dinheiro e organização de redes comerciais. Dando ênfase e rapidez aos trabalhadores e as mercadorias. Porém o que os comerciantes estavam fazendo era atingir e contrariar o aspecto essencial da mentalidade medieval, pois o tempo era considerado sagrado, divino. E por isso não poderia ter preço. Bem , a Igreja não aceitava o comercio burguês, então defendia que a burguesia “pertencia” ao diabo.
- As mudanças em aspectos fundamentais da cultura, da concepção de tempo e de espaço. De qualquer modo, foram construindo uma nova sociabilidade e também provocando alterações na forma de se pensar o sagrado. Principalmente no século XVI, surgiram formas diferentes de interpretação da bíblia. Surgiram novas maneiras de viver o cristianismo. A novas maneiras de viver o cristianismo, fez com que houvesse a reforma protestante e a Contrarreforma Católica.
- Todo movimento de grupos ou individuais que ameaçasse de alguma forma e questionasse a ordem ou poder da Igreja, era considerado ato de heresia.As heresias existiram durante toda a Idade Média,e eram controladas. Mas, no século XVI, surgiu um movimento na Alemanha que contestava dogmas Católicos, como: vida desregrada do clero, indulgências, relíquias...
- O Monge Martinho Lutero realizou, no século XVI, críticas á Igreja Católica, especialmente à estrutura interna de poder e não realizar uma leitura fiel do texto bíblico. Assim, defendia a livre interpretação da bíblia, fim das indulgências, apenas o sacramento do batismo e a fé como o único meio de salvação. Lutero foi excomungado da Igreja Católica, por heresia.
- Outro movimento reformista marcante, ocorreu na Suíça, por João Calvino, fundado o calvinismo, uma nova Igreja Protestante, que focava a predestinação.Os protestantes recusavam a confissão católica como poder dos padres de absolver os pecados. No protestantismo os seguidores eram definidos por sua fé e oração, sem hierarquia. O pastor era considerando o guardião dos bons costumes e intermediário de Deus.Defendiam o lucro, mas não o luxo. Acreditavam que o trabalho, pessoal e diário, embora não garanta a salvação, é considerado o principal sinal de ter sido escolhido por Deus. Trabalho tinha sentido positivo e próximo ao sagrado, sendo valorizado. A ética protestante não apelava às imagens sagradas, o objetivo protestante era fazer com que cada um tivesse acesso à tradução da bíblia, feita por Lutero.
- A Reforma Anglicana, ocorreu na Inglaterra. Foi implantada pelo Rei Henrique VIII
- Diante do crescimento do protestantismo, A Igreja Católica se viu obrigada a rever alguns aspectos internos, até como forma de impedir a perda de mais fiéis para o novo pensamento religioso. Ocorreu um grande debate sobre os fundamento da doutrina católica e ficou conhecido como Contrarreforma, e posto em ação. A Igreja, através do Concílio de Trento, reformou a atitude e o comportamento do clero. A Contrarreforma foi importante na colonização da América, pois houve a criação da Companhia de Jesus, onde padres jesuítas foram grandes responsáveis pela catequese e difusão da fé católica sobre as diversas nações indígenas.
- Renascimento cultural: teve origem na Itália, foi o movimento cultural do século XVI.Transformando Gênova e Veneza em cidades comerciais. Teve também inspiração na cultura greco-romana. As características foram: Antropocentrismo, racionalismo, naturalismo, humanismo, hedonismo, individualismo, universalismo, heliocentrismo.
CAPÍTULO 7:
A Palavra política vem do grego polis e está associada à busca do bem comum, à construção do espaço público, da igualdade, da justiça social.
As mudanças da mentalidade que marcaram a ruptura do pensamento e da organização da sociedade medieval estão presentes num povo padrão artístico e cultural, fundamentando uma nova visão de homem e de ciência.
O pensador Maquiavel criou a política moderna, preocupou-se com a arte de governar e com as técnicas para a manutenção do poder. Desse modo não esteve preocupado, idealmente com o correto, mas com a ação dos homens, e com a estratégia que era necessária para atingir os objetivos.
Hobbes se vale da figura do monstro como uma metáfora para falar do Estado. Assim para Hobbes, o Leviatã ( monstro bíblico), simboliza o próprio Estado, que é uma instituição poderosa necessária para manter possível a vida em sociedade. Já que o homem é egoísta por natureza e uns acabam sendo inimigos dos outros, há a necessidade de um Estado forte.
Entre os séculos XV e XVIII, marcos tradicionais da chamada Idade Moderna, vigorou em muitos países europeus, o absolutismo como forma de organizar o poder do Estado.O absolutismo era a expressão política da concepção de Estado na qual a ação dos governantes desvinculava-se de princípios eminentemente religiosos.
A construção da Modernidade e do Estado moderno estão vinculadas ao fortalecimento do poder político dos reis. Trata-se de um processo chamado centralização política nas mãos dos reis. Contudo essa estabilidade, só ocorreu devido a uma aliança do Estado com a Igreja.
O pensador Locke sabia da importância do Estado em uma sociedade, mas também reconhecia os direitos naturais do homem, como o por exemplo, o direito de propriedade. Defendia a propriedade da vida, como um fator fundamental,defendia que cada ser humano tinha o direito de existir e decidir sobre o seu futuro. E o trabalho, que transforma a propriedade de vida, era para suprir suas necessidades.
OBS:
O Estado absolutista surgiu com o fim do feudalismo, e a unificação da Nobreza, da Igreja e do Clero, que a sociedade, voltava-se para o desenvolvimento do capitalismo.
As características das Monarquias Absolutistas foram: Burocracia administrativa, comércio organizado, poder judiciário, unificação do mercado, fronteiras nacionais e criação de forças nacionais.
Os países não eram iguais quanto ao governo absolutista, pois, dentro de cada país havia sua forma de governar , de manter e exercer o poder.
A expressão: “ O Estado sou eu”, foi pronunciada pelo rei francês Luis XVI, onde ele dizia que o poder pertencia a ele. Inclusive para alguns filósofos teológicos, defendiam a idéia de que o rei é rei, porque Deus quis assim !
As características do mercantilismo eram: Balança comercial favorável, protecionismo, colonialismo, metalismo, industrialização...
Durante a transição do Feudalismo para o Capitalismo, o absolutismo e o mercantilismo foram fundamentais, pois com o fim do feudalismo, há o renascimento humano e social, e expansão das atividades comerciais. E o poder, que antes era descentralizado nos feudos, passou a ser centralizado, fazendo surgir o capitalismo.
Em uma sociedade absolutista os camponeses eram a base na sociedade, trabalhavam para manter o Estado, a nobreza e o clero; além de pagarem impostos, eram totalmente submissos. Igreja e Nobreza feudal, apóiam o rei, sustentando sua autoridade, como modo de usufruir da segurança e benefícios que o rei possuía. O rei tinha total autoridade diante da sociedade, seu poder era máximo, sendo ele o centro de tudo. A burguesia era a classe comerciante, que almejava usufruir também dos benefícios reais, já que a Igreja e Nobreza usufruíam também. Não queria pagas os impostos, pois a nobreza e o clero não pagavam. Artesãos eram explorados pela sua mão de obra, pelo Burguês, além de ter que pagar imposto ao Burguês, paga também ao Estado.
CAPÍTULO 8
Apesar de serem muitos os aspectos que comprovam a ruptura da sociedade medial, para a construção de uma sociedade Moderna, os que mais caracterizam esse contexto, são: a chegada do europeu à América no final do século XVI e a alteração da idéia de mundo e de homem. O desenvolvimento capitalista se deu também, com a ruptura entre o medial e o moderno. Nesse contexto de mudanças a conquista e a colonização da América pelos europeus foi fundamental para a formação do capitalismo e da sociedade contemporânea. A expansão marítima nos séculos XV e XVI, contribuíram também para a alteração do pensamento do homem em relação ao mundo.
Durante a Idade Média, era bastante forte a crença, da existência de um paraíso terrestre. E foi a busca desse lugar “perfeito e ideal”, que desenvolveu a procura por novas terras, com a expansão marítima.
No contexto das grandes navegações, as idéias eram difundidas, e alimentadas pelo medo e pela curiosidade em saber como era a terra dos antípodas, que eram os habitantes que vivam do lado oposto aos europeus. Inclusive essa idéia de que havia “ um outro lado do mundo”, evidenciava a teoria de que a Terra era esférica, contrapondo-se sobre a idéia de que no fim da Terra, era um abismo.
O Brasil é uma construção histórica, resultado do encontro de diversas culturas, marcada pelo contexto das navegações, pela ocupação portuguesa na América, pela escravidão, pela imigração, pela inserção na mundialização da economia. Ao longo dos séculos, vários nomes foram usados para denominar o Brasil, que mesclavam a realidade com o imaginário europeu, por considerar o Brasil , um ambiente exótico. A colonização européia na América e expansão do cristianismo são combinados e complementares, reforçados, ainda pelo contexto de Reforma e da Contrarreforma que marcavam a Europa na época da ocupação da América.
Quando falamos da colonização e da ocupação do território que hoje chamamos de Brasil, devemos levar em conta a existência de dois grandes projetos: Universalizar os cristianismo, convertendo os indígenas ( antípodas), temos como exemplo a Companhia de Jesus, que emergiu com a missão de catequizar os índios. O outro projeto, era mercantil, transformou a América portuguesa em um espaço com grande acúmulo de riquezas, importantes para a Coroa e a burguesia comercial portuguesa. Mais tarde, que a Coroa Portuguesa, decidiu dividir as terras brasileiras em 14 capitanias, como forma de proteger seu domínio para a extração de riquezas.
Houve também o Cunhadismo, presente na cultura indígena, que permitia interação de membros estranhos (ex: portugueses) à tribo, por meio do casamento. Ou seja, estabelecer um vinculo de parentesco. Com essa prática, iniciou-se um enorme processo de miscigenação, ocorrendo a mistura cultural e étnica, construindo assim a base da cultura brasileira.
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