LIVRO DA RSE
CAPÍTULO 7:
A Palavra política vem do grego polis e está associada à busca do bem comum, à construção do espaço público, da igualdade, da justiça social.
As mudanças da mentalidade que marcaram a ruptura do pensamento e da organização da sociedade medieval estão presentes num povo padrão artístico e cultural, fundamentando uma nova visão de homem e de ciência.
O pensador Maquiavel criou a política moderna, preocupou-se com a arte de governar e com as técnicas para a manutenção do poder. Desse modo não esteve preocupado, idealmente com o correto, mas com a ação dos homens, e com a estratégia que era necessária para atingir os objetivos.
Hobbes se vale da figura do monstro como uma metáfora para falar do Estado. Assim para Hobbes, o Leviatã ( monstro bíblico), simboliza o próprio Estado, que é uma instituição poderosa necessária para manter possível a vida em sociedade. Já que o homem é egoísta por natureza e uns acabam sendo inimigos dos outros, há a necessidade de um Estado forte.
Entre os séculos XV e XVIII, marcos tradicionais da chamada Idade Moderna, vigorou em muitos países europeus, o absolutismo como forma de organizar o poder do Estado.O absolutismo era a expressão política da concepção de Estado na qual a ação dos governantes desvinculava-se de princípios eminentemente religiosos.
A construção da Modernidade e do Estado moderno estão vinculadas ao fortalecimento do poder político dos reis. Trata-se de um processo chamado centralização política nas mãos dos reis. Contudo essa estabilidade, só ocorreu devido a uma aliança do Estado com a Igreja.
O pensador Locke sabia da importância do Estado em uma sociedade, mas também reconhecia os direitos naturais do homem, como o por exemplo, o direito de propriedade. Defendia a propriedade da vida, como um fator fundamental,defendia que cada ser humano tinha o direito de existir e decidir sobre o seu futuro. E o trabalho, que transforma a propriedade de vida, era para suprir suas necessidades.
OBS:
O Estado absolutista surgiu com o fim do feudalismo, e a unificação da Nobreza, da Igreja e do Clero, que a sociedade, voltava-se para o desenvolvimento do capitalismo.
As características das Monarquias Absolutistas foram: Burocracia administrativa, comércio organizado, poder judiciário, unificação do mercado, fronteiras nacionais e criação de forças nacionais.
Os países não eram iguais quanto ao governo absolutista, pois, dentro de cada país havia sua forma de governar , de manter e exercer o poder.
A expressão: “ O Estado sou eu”, foi pronunciada pelo rei francês Luis XVI, onde ele dizia que o poder pertencia a ele. Inclusive para alguns filósofos teológicos, defendiam a idéia de que o rei é rei, porque Deus quis assim !
As características do mercantilismo eram: Balança comercial favorável, protecionismo, colonialismo, metalismo, industrialização...
Durante a transição do Feudalismo para o Capitalismo, o absolutismo e o mercantilismo foram fundamentais, pois com o fim do feudalismo, há o renascimento humano e social, e expansão das atividades comerciais. E o poder, que antes era descentralizado nos feudos, passou a ser centralizado, fazendo surgir o capitalismo.
Em uma sociedade absolutista os camponeses eram a base na sociedade, trabalhavam para manter o Estado, a nobreza e o clero; além de pagarem impostos, eram totalmente submissos. Igreja e Nobreza feudal, apóiam o rei, sustentando sua autoridade, como modo de usufruir da segurança e benefícios que o rei possuía. O rei tinha total autoridade diante da sociedade, seu poder era máximo, sendo ele o centro de tudo. A burguesia era a classe comerciante, que almejava usufruir também dos benefícios reais, já que a Igreja e Nobreza usufruíam também. Não queria pagas os impostos, pois a nobreza e o clero não pagavam. Artesãos eram explorados pela sua mão de obra, pelo Burguês, além de ter que pagar imposto ao Burguês, paga também ao Estado.
CAPÍTULO 8
Apesar de serem muitos os aspectos que comprovam a ruptura da sociedade medial, para a construção de uma sociedade Moderna, os que mais caracterizam esse contexto, são: a chegada do europeu à América no final do século XVI e a alteração da idéia de mundo e de homem. O desenvolvimento capitalista se deu também, com a ruptura entre o medial e o moderno. Nesse contexto de mudanças a conquista e a colonização da América pelos europeus foi fundamental para a formação do capitalismo e da sociedade contemporânea. A expansão marítima nos séculos XV e XVI, contribuíram também para a alteração do pensamento do homem em relação ao mundo.
Durante a Idade Média, era bastante forte a crença, da existência de um paraíso terrestre. E foi a busca desse lugar “perfeito e ideal”, que desenvolveu a procura por novas terras, com a expansão marítima.
No contexto das grandes navegações, as idéias eram difundidas, e alimentadas pelo medo e pela curiosidade em saber como era a terra dos antípodas, que eram os habitantes que vivam do lado oposto aos europeus. Inclusive essa idéia de que havia “ um outro lado do mundo”, evidenciava a teoria de que a Terra era esférica, contrapondo-se sobre a idéia de que no fim da Terra, era um abismo.
O Brasil é uma construção histórica, resultado do encontro de diversas culturas, marcada pelo contexto das navegações, pela ocupação portuguesa na América, pela escravidão, pela imigração, pela inserção na mundialização da economia. Ao longo dos séculos, vários nomes foram usados para denominar o Brasil, que mesclavam a realidade com o imaginário europeu, por considerar o Brasil , um ambiente exótico. A colonização européia na América e expansão do cristianismo são combinados e complementares, reforçados, ainda pelo contexto de Reforma e da Contrarreforma que marcavam a Europa na época da ocupação da América.
Quando falamos da colonização e da ocupação do território que hoje chamamos de Brasil, devemos levar em conta a existência de dois grandes projetos: Universalizar os cristianismo, convertendo os indígenas ( antípodas), temos como exemplo a Companhia de Jesus, que emergiu com a missão de catequizar os índios. O outro projeto, era mercantil, transformou a América portuguesa em um espaço com grande acúmulo de riquezas, importantes para a Coroa e a burguesia comercial portuguesa. Mais tarde, que a Coroa Portuguesa, decidiu dividir as terras brasileiras em 14 capitanias, como forma de proteger seu domínio para a extração de riquezas.
Houve também o Cunhadismo, presente na cultura indígena, que permitia interação de membros estranhos (ex: portugueses) à tribo, por meio do casamento. Ou seja, estabelecer um vinculo de parentesco. Com essa prática, iniciou-se um enorme processo de miscigenação, ocorrendo a mistura cultural e étnica, construindo assim a base da cultura brasileira.
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