terça-feira, 4 de outubro de 2011

Revisãozinha para a Discursiva de História III

REVISÃO REALIZADA PELO ALUNO RUI NEPOMUCENO DA TURMA E 


ASSUNTOS QUE SERÃO ABORDADOS NA PROVA DISCURSIVA:
-CAP 7/ ABSOLUTISMO
ESTUDO DIRIGIDO DE HISTÓRIA
(1º ED HIST) ORIGENS DO ABSOLUTISMO
1.1 
Antecedentes
No fim da Idade Média, uma aliança entre o rei e a burguesia fez mudar o mapa político europeu.
A burguesia se beneficiou com a existência de língua oficial padrão nacional em cada estado nacional respectivo, com a unificação do sistema de pesos e medidas e mais segurança nas transações comerciais.
O rei também se beneficiou, pois obteve mais poder de autonomia, patrocínio do estado-nação , dinheiro, riquezas acumuladas, formação do exercito nacional  etc.
Principalmente desta aliança, surgiram as Monarquias Nacionais. No mundo feudal, os diferentes lugares que compunham o território de um estado, caracterizavam-se por uma heterogeneidade no que se refere a costumes, tradições, língua falada, sistema de pesos e medidas, composição do exército, ou seja, na identidade local.
Com o regime político administrativo denominado de absolutismo buscou-se a eliminação dessas diferenças que marcavam diferentes lugares e, por outro lado, objetivou-se a construção de uma única grande unidade nacional.  Esta unidade, por exemplo, materializava-se na formação de um exército nacional, financiado pela burguesia, no estabelecimento de uma única moeda, de um sistema único de pesos e medidas, na constituição de um sistema nacional de justiça, na imposição de uma mesma língua, na unificação religiosa, entre outros princípios de menos importância histórico político-sociocultural.
1.2
Contexto Histórico
O Absolutismo foi um sistema político e administrativo caracterizado por centralização, ou seja, os soberanos que são representados na figura dos reis. Passaram a comandar todos os poderes do estado tais como a justiça, economia e também logicamente a sociedade. Ficando os cidadãos excluídos de qualquer participação e controle na vida pública.
Obs. - Outras importantes propriedades do absolutismo também devem ser consideradas,  respectivamente:
-Transmissão Hereditária do Poder, ou seja, o poder soberano absoluto era passado de geração a geração, geralmente de pai para filho.
- Uso da violência e injustiças para governar
- O Estado sustenta os nobres pagando-lhes rendas além de altos gastos para manter o luxo e as festas da corte.
1.3
A Base Social e Sistema Econômico empregado pelo Absolutismo
A base social do Absolutismo era o privilégio: honras, riquezas e poderes eram reservados a um pequeno grupo de pessoas.
Eram:
  • privilégios sociais (acesso exclusivo a cargos, oficialato no exército (autorização para listar-se ao exército), colégios, distinção nas vestes...);
  • privilégios jurídicos (direito de passar testamento, tribunais e penas especiais);
  • privilégios econômicos (isenções de impostos que recaíam sobre os pobres).
Obs. ²: Mercantilismo - Sistema econômico da época do Absolutismo , destacava-se nos seguintes aspectos:
- Interferência dos Reis na Economia já que possuíam poder absoluto.
- Incentivo as manufaturas nacionais, ou seja, estimula-se a confecção de produtos internos, que são fabricados dentro das próprias monarquias nacionais. Desenvolvendo cada vez mais a economia nacional das monarquias.
- Metalismo. Quanto mais ouro obtivesse um país, mais rico ele seria e o soberano mais poderoso.
- Balança Comercial Favorável. Exportar mais do que importar, porque deste jeito adquiria-se mais lucratividade.
- Protecionismo Alfandegário. Elaboração ou criação de pesados impostos e taxas para impedir a entrada de produtos estrangeiros nas respectivas monarquias.
- Estimulo à expansão marítima e colonial, possibilitando e também proporcionando a exploração de colônias.
 2.1
Teóricos, Princípios e Fundamentos Absolutistas
O poder do rei foi justificado através da ação dos teóricos ou pensadores absolutistas.
Estes teóricos defendiam ideais cujo impacto foi tão grande, que funcionavam como marketing político para convencer o povo.
Estão representados os maiores pensadores absolutistas a seguir:
Thomas Hobbes - "O homem é o lobo do homem". Autor, escreveu e publicou Leviatã, obra que defendia a idéia de que o rei seria a única maneira de salvar a civilização do caos e da desordem social, tipicamente provocados pelo instinto animal do homem. Caso não houvesse um soberano que fosse competente e tivesse desempenho para tal façanha neste cargo administrativo, a sociedade corria risco de extinção.
Jacques Bossuet - Para este filósofo francês o rei era o representante de Deus na Terra. Portanto, todos deveriam obedecê-lo sem contestar suas atitudes e ele deveria ser respeitado, também, em todas as decisões.
Nicolau Maquiavel - Escreveu um livro, " O Príncipe",  onde defendia o poder dos reis. De acordo com as idéias deste livro, o governante poderia fazer qualquer coisa em seu território para conseguir a ordem. De acordo com o pensador, o rei poderia usar até mesmo a violência para atingir seus objetivos. É deste teórico a famosa frase : " Os fins justificam os meios."
James Bodin - Jurista Francês, criou a obra "Os Seis Livros da República", 1576, na qual defendia que a soberania é um poder perpétuo e ilimitado.
Obs.: Bodin usava de argumento religioso para justificar o poder do rei, praticamente da mesma forma que Bossuet.
2.2
Reis, Monarcas, Soberanos Absolutistas
Luís XIV, maior representante do absolutismo, foi o rei da França entre 1643 e 1715.
Devido ao seu poder ficou conhecido como Rei-Sol.
Foi autor da Frase "O Estado Sou Eu", que resume o espírito absolutista da época.
Durante seu reinado foram construído o luxuoso Palácio de Versalhes, morada da família real francesa a partir de 1683.
É importante lembrarmos que houve muito outros monarcas absolutistas na Europa, como por exemplo: Henrique VIII e Elizabeth I, da Inglaterra; Fernando e Isabel, da Espanha; D. João V, de Portugal, entre outros...
2.3
A unidade política se fundamentava na unidade religiosa: um Rei, uma Fé, uma Lei. Quem não seguia a religião do rei era privado dos direitos políticos (cargos públicos) e civis (liberdade de domicílio, de trânsito, de profissão, de propriedade).
A Religião do Estado: nos países absolutistas, a religião adotada pelos soberanos era a única permitida. Era dever do rei defendê-la e promovê-la, impedindo o proselitismo religioso, a difusão de livros contrários à religião e considerando os delitos contra a religião como delitos contra o Estado. Cumprir os deveres religiosos era pressuposto para usufruir  de certos direitos civis.