domingo, 27 de novembro de 2011

Revisãozinha para a GLOBAL de Artes (:

 " Somos apenas meros mortais, mas capazes de fazer coisas incríveis enquanto

vivemos..."  - Galera Salé,SUCESSO (: !!!


ARTE PRÉ-HITÓRICA
Considera-se arte pré-histórica as manifestações que existiram antes do advento da escrita no planeta.  A produção do homem pré-histórico, pelo menos a que foi encontrada e conservada, é representada por objetos em grande parte portadores de uma utilidade, seja ele doméstica ou religiosa: ferramentas, armas ou figuras com uma simbologia específica.  A arte pré-histórica  surgiu na Europa.
 paleolítico (40000-8000 a.C.) , a Pré-história dento desse período, foi: 25000-8000 a.C.
mesolítico (8000-5000 a.C. )
neolítico (5000-3000 a.C.)
idade do ferro (3000 a.C.) – com manifestações artísticas muito mais concretas.

A pintura pré-histórica recebeu o nome de arte rupestre ou parietal, pelo fato de ser desenvolvida, em grande parte,  em paredes de pedra no interior de cavernas , com representações : de animais, o desenho de signos, e a figura humana ( tanto masculina quanto feminina ).

A escultura da pré-história corresponde à chamada arte móvel e abrange tanto objetos religiosos e artísticos quanto os utensílios. No período paleolítico ( 25000-8000 a.C.) a representação era marcada pelo culto á fecundidade, com a teoria de mulher-mãe-natureza. No período neolítico (5000-3000 a.C.), o homem já conhece o fogo e especializa-se na combinação de materiais.

A arquitetura era marcada em aberturas nas rochas, cavernas, grutas ao pé de montanhas ou até mesmo no alto delas. É somente no final do neolítico e início da idade do bronze, que surgem  as primeiras construções de pedra. E existem três tipos de formações arquitetônicos:
Dólmens – espécie de corredor que possibilita o acesso a uma tumba.
Menires – pedras gigantes cravadas verticalmente no solo, em fileira.
Cromlech – menires maiores organizados em círculo.
Todos esses monumentos têm uma função ritual, já que não serviam de habitação.

A arte da pré-história no Brasil,pode ser encontrada em estados brasileiros, como Minas Gerais e Piauí. E são protegidas pelo IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e são classificadas pelos pesquisadores, por serem obras com motivos naturalistas e obras com motivos geométricos. As pesquisas científicas de antigas culturas que existiram no Brasil, abrem uma perspectiva nova tanto para a historiografia como para a arte brasileira, mostrando claramente que a nossa cultura está ligada à história do mundo todo, com raízes profundas...

ARTE DA MESOPOTÂMIA
Os suméricos são a civilização mais antiga do oriente. Esse povo que por volta do ano 3500 a.C. havia se estabelecido nas terras da Mesopotâmia, formando uma das civilizações mais esplendorosas do mundo antigo. Outros povos importantes que posteriormente ocuparam a região foram: babilônios, assírios e persas, entre outros.

O período em que a evolução da arte na Mesopotâmia se revele melhor seja o compreendido entre os séculos VIII e VI a.C. E as primeiras esculturas descobertas na Mesopotâmia datam de 5000 a.C e são em sua maioria figuras que lembram muitos as  Vênus  pré-históricas ( Vênus: mulher-mãe-natureza ), encontradas no restante da Europa.


ARTE EGÍPCIA
Em todos os tempos, a civilização egípcia foi, sem dúvida, uma das culturas orientais mais admiradas  e estudas pelas nações ocidentais. A partir de então constituiu-se a ciência da egiptologia. Sua aplicação imediata serviu para a tradução e interpretação dos textos pintados e gravados em muros e esculturas de templos funerários.

As obras conservadas mais significativas pertencem ao chamado Império Novo, representando esculturas com corpo de homem e cabeça de animal, vestidas com os mesmos trajes usados pelo faraó, um deus na terra.

A escultura egípcia foi antes de tudo animista, encontrando sua razão de ser na eternização do homem após a morte. Foi uma estatuária principalmente religiosa. Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja beleza é suficiente par a testemunhar a elegância e a ostentação das obras. Os materiais mais utilizados eram ouro, prata e pedras.

As pirâmides são sem dúvida o paradigma da arquitetura egípcia , a pirâmide é uma forma de divinização. Outro tipo de construção foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a várias divindades ou a uma em particular.

Os temas das pinturas egípcias, normalmente são representações da vida cotidiana e de batalhas, quando não de lendas religiosas.  As figuras típicas dos murais egípcios,de perfil mas com braços e o corpo de frente, são produto da utilização da perspectiva  da aparência. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, representado a face de perfil, que era a posição que eles destacavam mais e o restante do corpo, representavam de frente. Essa estética manteve-se até meados do Império Novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal.


ARTE GREGA

Os gregos foram os primeiros artistas realistas da história, ou seja, os primeiros a se preocuparem em representar a natureza tal qual ela é. Para isso, foi fundamental o estudo das proporções. Os períodos da evolução da arte grega foram: Geométrico, Arcaico, Clássico, Helenístico.

No período geométrico, a arte se restringiu à decoração de variados utensílios. Esses objetos eram pintados com motivos circulares e semicirculares, dispostos simetricamente. O período arcaico, a arquitetura e a escultura experimentaram um notável desenvolvimento graças à influência  dessas e outras culturas mediterrâneas.  Entre os séculos V e IV a.C , a arte grega consolida suas formas definitivas. Na escultura, somou-se ao naturalismo e à proporção das figuras o conceito de dinamismo refletido nas estátuas de atletas.

Na arquitetura grega, em contrapartida, o aperfeiçoamento da óptica ( perspectiva) e a fusão equilibrada do estilo jônico e dórico, trouxe como resultado um modelo clássico. Temos como exemplo o Partenon de Atenas.  Não resta dúvida de que o templo foi um dos legados mais importantes da arte grega ao Ocidente. Nada mais era do que uma sala retangular, à qual se tinha acesso através de um pequeno pórtico, e quatro colunas que sustentavam um teto. No principio foi essa arquitetura que marcou a edificação grega.

No principio os materiais utilizados eram o adobe – para as paredes – e a madeira para as colunas. Surgiram então os primeiros estilos arquitetônicos: o dórico, templos baixos e maciços, onde as colunas grossas que lhe davam sustentação não dispunham de base. O capitel era simples e as colunas davam suporte à formação de um espaço interno.  A construções jônica possuía dimensões maiores e se apoiava  numa fileira  dupla de colunas. O capitel culminava em duas colunas graciosas, e os frisos eram decorados em altos – relevos. Aos dois estilos já conhecidos, somou-se um outro, o coríntio, que se caracterizava por um capitel típico, cuja extremidade era decorada por folhas de acanto.

ARTE ROMANA
Duas importantes culturas convergiam no período: a etrusca e a grega. A etrusca caracterizava-se por um acentuado orientalismo, por causa de um contato comercial que os etruscos mantinham com outros povos da bacia do Mediterrâneo. Quanto à influência grega o processo de helenização,  traduzia-se em todos os âmbitos da cultura (escultura, arquitetura, literatura...), chegando a copiar as obras gregas nas oficinas da cidade.  Desde a instauração do período, a arte foi utilizada em Roma como demonstração de grandeza.

A pintura romana sempre esteve estreitamente ligada à arquitetura e sua finalidade era quase exclusivamente decorativa. As grandes pinturas murais acabaram tendo reduzidas suas dimensões, para transformarem-se finalmente em pequenas imagens destinadas a obter efeitos decorativos. O mosaico foi um grande favorito na decoração de interiores, em Roma. Os temas prediletos para a aplicação dessa complicada e minuciosa técnica  foram: o retrato ( imagem pessoal ou de caráter familiar), cenas mitológicas, além de paisagens rurais ou marinhas, com a fauna e flora.

Embora não haja dúvida de que as obras arquitetônicas romanas tenham resultado da aplicação das proporções gregas, pois é certo que lhes falta um caráter totalmente próprio. Os arquitetos da antiga Roma dispunham de dois novos materiais de construção, um concreto armado  e um ladrilho, que juntos ofereciam a possibilidade de construírem abóbadas de enormes dimensões e bem mais leves.

Os romanos costumavam dedicar especial apreço pelas obras totalmente naturalista dinâmicas e proporcionadas da estatuária grega. Desse modo, a arte estatuária do império compensou com quantidade sua falta de originalidade. Encontrando na escultura a maneira ideal de perpetuar a história e seus protagonistas, proliferaram no âmbito dessa arte romana os bustos, retratos de corpo inteiro e estátuas  de imperadores e patrícios, que passaram praticamente à categoria de deuses. Foi dessa maneira que nasceram as colunas comemorativas ( que narravam fatos históricos ), que esculpiam batalhas do império.Mas a riqueza desses detalhes era uma das características desse trabalho.


ARTE CRISTÃ PRIMITIVA :  Arte Românica – ocidente , e Arte Bizantina – oriente.
A arte românica cuja representação típica são as basílicas, predominou em quase toda a Europa, e apesar do primitivismo que reinou nessa época, pode-se dizer que o românico estabeleceu as bases para a cultura européia da Idade Média. Surge assim uma arquitetura abobadada, de paredes sólidas e delicadas colunas terminadas em capitéis cúbicos, que se distancia dos rústicos castelos de pedra. Foi nas igrejas que o estilo românico se desenvolveu em toda a sua plenitude. Suas formas básicas são facilmente identificáveis. Embora hoje em dia os resultados dessa abordagem pareçam pouco sofisticados, o românico significou em sua época, um progresso para a Europa, que estava “devastada” pelas invasões bárbaras.

A escultura românica desenvolve-se nos relevos de pórticos com uma exuberância inesperada e em perfeito contraste com as pesadas formas arquitetônicas. A fusão das formas orientais de Bizâncio com as romanas antigas, resulta numa estatuárias de caráter ornamental . Os espaços arquitetônicos eram preenchido pro uma profusão de figuras apresentadas de frente e com as costas grudadas na parede.  As figuras humanas se alternam com as de animais fantásticos, no entanto, a temática das cenas representadas é religiosa.

A arte Bizantina revê seu centro de difusão em Bizâncio, mais exatamente na cidade de Constantinopla, e se desenvolveu a partir do século IV como produto da confluência das culturas da Ásia Menor e da Síria, com elementos alexandrinos.  As bases do império eram três: a política, a economia e a religião. Não é de estranhar , portanto, que a arte tivesse um papel preponderante tanto como difusor didático da fé quanto como meio de representação da grandeza do imperador, que governavam segundo o dogma, em nome de Deus.

A pintura bizantina é representada por três tipos de elementos diferenciados em sua função e forma: os ícones (quadros portáteis originados da pintura de cavalete da arte grega, cujos motivos se restringiam a Virgem Maria, sozinha ou com o Menino Jesus, ou ao Retrato de Jesus), as miniaturas (pinturas usadas nas ilustrações ou nas iluminuras dos livros. Sua temática era limitada pelo texto do livro, geralmente de conteúdo religioso ou científico), e os afrescos . Todos tiveram um caráter eminentemente religioso, e embora predominassem as formas decorativas preciosistas, não faltou a essa disciplina o misticismo profundo comum a toda a arte bizantina. Tivemos também o mosaico, que se transformou no elemento decorativo exclusivo de locais de culto ( igrejas e batistérios), representando a iconografia cristã.

A escultura bizantina não se separou do modelo naturalista da Grécia, e ainda que a Igreja não estivesse muito de acordo com a representação estatuária, essa foi a disciplina artística em que melhor se desenvolveu o culto à imagem do imperador.
ARTE GÓTICA
O estilo gótico é identificado como o período das grandes catedrais. De fato, com suas construções começaram a ser definidos os princípios fundamentais desse estilo. O gótico teve início da França e implicava uma renovação das formas técnicas de toda a arte com o único objetivo de expressar a harmonia divina.

A arquitetura gótica se apoiava nos princípios de um forte simbolismo teológico, fruto do mais puro pensamento escolástico:  as paredes eram base espiritual da Igreja,  os pilares representavam os santos, e os arcos e o nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por mio da mágica luminosidade de suas cores, as histórias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras. A construção gótica, de modo geral, se diferenciou pela elevação de desmaterialização das paredes, assim como pela especial distribuição da luz no espaço.

O traço que mais identifica a pintura gótica é o seu intencional naturalismo. Partindo da premissa de que a representação do mundo real refletia a verdadeira natureza divina da criação, os pintores do gótico elaboraram uma pintura carregada de simbolismo, a fim de tocar emocionalmente o observador. O resultado foi a criação de uma arte de linhas claras e cores puras, na qual era a cor que expressava o valor simbólico da espiritualidade.  A finalidade primordial da pintura gótica era ensinar a criação divina e, num sentido mais didático, narrar as Escrituras para o maior número de pessoas, quase sempre analfabetos.

ARTE DO RENASCIMENTO
Renascimento é o nome que se dá ao período que vai do século XV ao XVI. Fundamentado no conceito de que o homem é a medida de todas as coisas, significou um retorno às formas e proporções da antiguidade Greco-romana .As bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filosófica reinante, o humanismo, que descartava a escolástica medieval, até então reinante, e propunha o retorno às virtudes da antiguidade.Os artistas saíram anonimato imposto pelo período medieval e viram crescer seu nome e sua fama, o pensamento humanista já tinha dado seus primeiros passos significativos. O homem se distanciava assim, de modo definitivo, do período medieval para decididamente ingressar na modernidade.

Os arquitetos do renascimento conseguiram, mediante  o estudo dos antigos templos e ruínas, assim como pela aplicação da perspectiva, chegar a conclusão de que uma obra arquitetônica completamente diferente da que se vira até então, não mais nada que pura geometria. Queria representar as tão almejadas proporções humanas, entretanto para os teóricos da época, a forma ideal é representada pelo plano centralizado, ou a cruz grega, mais freqüente nas igrejas do renascimento clássico.  Na escultura renascentista, desempenham um papel decisivo, o estudo das proporções antigas e a inclusão da perspectiva geométrica. As figuras, até então relegadas ao plano de meros elementos decorativos da arquitetura, vão adquirindo pouco a pouco total independência, fazendo referencia ao estudo do corpo humano, em suas obras.

Na pintura renascentista a perspectiva é de fundamental importância, pois graças a ela os pintores renascentistas conseguem criar o que até então era inconcebível: espaços reais sobre uma superfície plana. A produção da figura humana, a expressão de suas emoções e o movimento ocupam lugar igualmente preponderante. Os temas são de representação de caráter estritamente religioso, mesmo que, agora, com a inclusão de um novo elemento: a burguesia, queria ser protagonista da história do cristianismo. 

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